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30
Set.

AMARANTE (Portugal): Seminário sobre Migrantes e Mão-de-Obra Qualificada

Os desafios da qualificação da mão-de-obra, sobretudo para os imigrantes, foram o foco do seminário europeu realizado na cidade de Amarante (Porto, Portugal). O seminário foi organizado pela Fidestra, sob a direção de Maria Reina Martin, Vice-Presidente da PICM.

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O seminário foi aberto por Jorge Ricardo, Presidente da Câmara Municipal de Amarante, e Fernando Moura e Silva, Presidente da Assembleia Geral da Fidestra. Ambos destacaram o papel da sua cidade na formação profissional dos jovens portugueses e estrangeiros. O seminário decorreu na Casa da Portela, Câmara Municipal de Amarante, de 25 a 28 de setembro de 2025.

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Participaram especialistas de organizações sociais de dez países europeus. A primeira palestra foi proferida por Susana Clerici (Espanha), que explicou a sua evolução pessoal enquanto advogada argentina em Barcelona. Ela refletiu sobre o significado do conceito de "integração". Afirmou que as mulheres enfrentam problemas específicos que agravam a sua situação.

Maribel Alañón (Espanha), tesoureira adjunta da PICM, analisou a complexa situação das várias motivações para a emigração, as dificuldades estruturais e as oportunidades disponíveis para os indivíduos.

Veselina Starcheva (Bulgária) explicou que a Bulgária está a perder população devido à saída dos seus trabalhadores. Este problema é diferente de outros países.

O presidente da PICM, Rafael R. Ponga, enfatizou a importância do estudo das línguas para se conseguir uma maior integração. Afirmou ainda que a Europa não estava preparada para receber o grande número de imigrantes que tem atualmente.

Joseph Touvenel (França) diferenciou entre imigração voluntária e trabalho forçado, bem como imigração legal e ilegal.

Vittorino Rodaro (Itália), membro do Conselho de Administração da PICM, defendeu a necessidade de uma política europeia comum de imigração. Comentou a dupla natureza dos italianos no estrangeiro e dos estrangeiros em Itália.

Ermir Kasmi (Albânia) explicou a situação no seu país e a perspectiva do sindicato que representa.

Antonio Brandão (Portugal) lamentou os problemas burocráticos na legalização dos trabalhadores estrangeiros.

Marcela Máspero (Venezuela-Espanha) descreveu os problemas enfrentados pelos refugiados venezuelanos que chegaram a Espanha devido à difícil situação no seu país. Referiu-se especificamente ao reconhecimento de títulos académicos e qualificações profissionais.

Uwe Therhorst (Alemanha) falou sobre o papel das organizações católicas no acolhimento de imigrantes e refugiados.

Alda Barbosa (Portugal) explicou os avanços na melhoria da formação profissional e da qualificação de estudantes e trabalhadores.

Ignacio Argote (Espanha), Secretário da PICM, apelou às organizações sociais para serem mais activas e participarem nas decisões nacionais e internacionais.

Fernando Moura (Portugal) destacou o papel do centro de formação profissional de Amarante, que tem uma vasta experiência na formação de jovens africanos.

Valbona Halitaj (Albânia) destacou a dupla situação do seu país: os albaneses querem ir para a Alemanha trabalhar; e os filipinos vão para a Albânia trabalhar.

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Aneta Szczykutowicz (Polónia), Vice-Presidente da PICM, abordou a situação dos refugiados ucranianos na Polónia e as questões do emprego, da educação, linguísticas e psicológicas.

Yiqin Zhu (Portugal) explicou a situação dos imigrantes de segunda geração, que convivem com duas línguas e duas culturas.

Olga Bastante (Espanha) reflectiu sobre o papel integrador das associações de mulheres a nível local e rural.

Isaías Afonso (Portugal) falou da sua experiência como professor em Angola, Portugal e França.

Guilherme Teixeira (Portugal), um dos organizadores deste seminário, manifestou a sua gratidão pelo trabalho desenvolvido e reafirmou o empenho das organizações sociais portuguesas.

Adriano Santos (Portugal) destacou a importância da educação para as oportunidades profissionais e pessoais.

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Maria Reina Martin (Portugal), presidente da Fidestra e vice-presidente da PICM e da EZA, realçou que Portugal é pioneiro na integração educativa. Apelou a que trabalhemos por "um mundo mais justo e mais solidário, graças ao empenho das nossas organizações sociais".

Os participantes dividiram-se em grupos de trabalho e elaboraram um conjunto de propostas.

O seminário foi financiado pela União Europeia, no âmbito do programa EZA em colaboração com a PICM.

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